Inspirações e Movimentos

Assim como a luz da lamparina pode romper a escuridão que está lá há mil anos,
pode também a centelha da sabedoria extinguir a ignorância que já dura muitas eras.
(Hui Neng, sexto patriarca Zen, séc. 7 d.C.)

 

Junte-se ao movimento de divulgação da cultura tibetana, acesse:

http://www.culturatibetana.com.br/

Inspirações

Compartilho abaixo a carta que recebi do Fernando Karl, amigo que aniversaria hoje.
Ele faz aniversário e o presente quam ganha somos nós.

Francine,

o que posso te dizer, agora, é o seguinte:
eu e o Algo (ou o Deus) somos um;
tu e o Algo (ou o Deus) são um.

Nossa origem é celeste: nossa origem é muito profunda.

Quando se fala do Algo, está se falando do quê?

Perceba que, em vez da costumeira palavra Deus, a palavra que se está usando agora é Algo, que é a mesma coisa que dizer x ou mistério. Quando se diz Algo está se afirmando a liberdade, sim, o livre-arbítrio de termos consciência de que somos muito mais que pó.

Se quisermos achar que somos apenas pó, nada mais, é o que seremos: isto é livre-arbítrio: nós escolhemos se vamos ser babacas ou elegantes: nós construímos e despertamos nosso mundo interior, ali onde reinamos soberanos.

O filósofo alemão Nietszche disse: “Deus não nos quer como ovelhas, mas como co-criadores”.

O Algo não é ação, mas sublime ação: ação que vem daquilo que é o mais alto em nós: e o que é o mais alto em nós move o Sol e as outras estrelas: o Algo é o amor (outra palavra um pouco gasta): amor por tudo e por todos: principalmente pelos mais humildes, pobres, fracos.

Quando se diz Algo, está se dizendo, simplesmente, que somos tudo o que nos cerca: somos a luz e a treva; o tigre e a lama; o podre e o vivo; a pedra e a flor; o vento e a chama; o mar e o peixe; a música e o nada; o medo e a força: o Algo em nós é tudo. Mas precisamos, sim, do livre-arbítrio para escolher se vamos ser o podre ou o vivo; a morte ou a vida; o egoísmo ou o amor. A escolha é nossa, porque o Algo não é palavra nem imagem, mas vida verdadeira, vida em estado puro: música em estado puro.

A palavra Algo nada quer dizer, mas o que o Algo é mesmo, isto faz toda a diferença.

O Algo é cada detalhe do mundo exterior, só que dentro de ti. E é dentro de ti que pulsa teu mundo, com chuvas e músicas, delícias e funduras, mel e sono, tempestade e amor.

Devemos serenamente fechar os olhos e escutar a voz do silêncio que há em nós: esta voz é o nosso diamante.

Se estás infeliz, fecha os olhos e viaje por teu mundo interno, pois ali és uma deusa e és inteiramente livre, sim!

Se não despertamos pra nossa liberdade interior, não somos felizes; e não somos felizes se não reverenciamos o Deus que há em nós. E pode ser que o Deus (ou Algo) em nós seja a coisa mais simples deste mundo. E o que é a coisa mais simples deste mundo, então?

Namastê: o Deus que há em mim reverencia o Deus que há ti.

Fernando

ENGENHEIRO DAS EMOÇÕES

acorda o dia com rezas
bebe água ao olhar a chuva
esculpe o silêncio com delicadeza
escuta a sabedoria das pedras
separa os inços das ervas
- mestre dos labirintos -
aprendeu com os espinhos
a não seguir por qualquer caminho

Feliz 2012!

Mosaico de Santa Catarina, de Rodrigo de Haro.

“Às vezes ouço passar o vento
E só de ouvir o vento passar
Vale a pena ter vivido.”

(Fernando Pessoa)

Inspirações

© Fotografia de Francine Canto.

 

“O dia que passou?
Esquece-o!
O dia que ainda não veio?
Não temas!

Amigo!
Não tortures o coração
na expectativa do dia que não chegou,
não queiras viver
o que ainda não aconteceu…
E não procures lamentar
o dia que já se foi.

Sossega,
e não corrompas a vida
com temores e quimeras.

Entre as dobras do passado
e o limiar do porvir,
nesse emaranhado de crenças,
em meio aos enganos do mundo
e os terrores do além,
mantém-te liberto,
e sê feliz!”

- Poema de Omar Kayyám

FELIZ ANO NOVO!

Feliz!  Feliz!  Feliz!

Recheado de paz e beleza!

Equânime, amoroso, pacífico!

Feliz!  Feliz!  Feliz!

De compaixão e leveza.

Sábio, tranquilo, produtivo.

Um ano de boas realizações

e melhoramentos éticos.

Alegre,  frutífero, meditativo.

Feliz 2012 a todos!

Inspirações

Talvez eles se perguntem: Onde ela está que não aqui?

Enquanto isso, na garagem, ela abre o grande armário de metal.  Tira dali a tinta azul, os pincéis e segue determinada com a intenção de dar mais polidez à sua vida de fungos e impermanências. As caixas de madeira vieram da mudança da Pedra Branca para o João Paulo. Sobre a caixa de plástico essas duas de madeira formam uma bela estante de sapatos, agora um bocado azul.

outras linhas

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INSPIRAÇÕES

Arte digital sobre gravura de Krishna

CASABIANCA

“O amor é o menino no tombadilho em chamas
tentando recitar: “O menino estático
no tombadilho em chamas” O amor é o filho
de pé, gaguejando estilo
enquanto o pobre navio incendiado vai a pique.

O amor é o menino obstinado, o navio,
mesmo os nadadores marinheiros, que
também prefeririam um pódio de sala de aula,
ou uma desculpa para ficar
no tombadilho. E o amor é o menino que se queima.

ELIZABETH BISHOP

MULTIRÃO DE PRIMAVERA

Bandeira de oração, com imagem de Arya Tara, desgastada pelo vento. © Fotografia de Francine Canto.

MANDALA DE PALMITOS NA MATA

HISTÓRIA:

Mudas de palmiteiros, terra pra plantar, amigos.

O TRABALHO DEPOIS DA TRILHA:

Foice, enxada, cavadeira,

cal, muda, carinho, regador,

estaca-tutor, barbante, água.

Ufa!

PRONTO:

Mais um ponto de luz

em um belo colar

de açaí e de sonhos.

+ 1 AÇÃO PELA PAZ E PELA NATUREZA

 

Pela Paz na China!
Pelo Brasil em Paz!
Pelo Tibete Livre!

POEMA DE PRIMAVERA

Vão-se as estações.
No jardim um diálogo.
Inços, ervas, aranhas.
Primaveril fluir incessante.
Um pulsar em minhas veias.

Aguapé

“Ela era branca, branca, branca.
Dessa brancura que não se usa mais.
Mas tinha a alma furta-cor.”

(Mario Quintana)

PRIMEIRA FOGUEIRA DE PRIMAVERA

Entre um e outro inverno,
numa noite de primavera,
oito pedras, chão batido,
dois violões, caxixi, moringa.
Um coletivo, muitos sonhos.

- Vem, Lua da Sabedoria,
derrama seus raios sobre nós!

Achas iluminadas
cantamos a felicidade,
o estado ancestral.

Om Tare Tam Soha,
Om Tare Tam Soha.
Om Tare!

Inspirações

LÍRIO DA PAZ

© Fotografia de Francine Canto.

 

Crio a paz às duas e vinte e cinco.
Sopro no vento a intenção da poesia.
Inspiro, me estico, expiro.
Sou árvore, pássaro, poesia.
Lá fora mil gritos de socorro,
lá fora mil banquetes à minha espera.
Crio a paz às duas e vinte e sete.
Sou no vento a intenção da leveza.
Inspiro, não me mexo, expiro.
Sinto o pesar em cada veia,
o pulsar da gravidade,
a força dos desejos.
Inspiro, expiro, medito.
Crio a paz à revelia.

A PONTE

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A ponte de bambus atravessei, à fonte – secreta – cheguei.
Ninfa das águas frias, no coração da terra o calor do fogo escutei.
Despi-me às pedras, aos olhos dos xaxins – centenários – eu posei.
Pudera não ser a mensageira das nascentes cristalinas,
pudera ver novela nas tardes de segunda-feira,
porém o amor ao verde vivo à queda d´água me levou,
e a graça do amado minha respiração então sagrou.

Copos de leite, à beira do açude, na garoa do Sítio Vagalume.

© Fotografia de Francine Canto.

O que toca meus olhos, outros olhos – mais antigos – já tocaram.
O que hoje alvo explode, amanhã ocre desvanece.
Sabores, cores, odores, toda a poesia já sentida,
toda a matéria existida, em cada átomo refletida,
vai em dança, na espiral, deixa-me tonta,
refaz-me em êxtase, levanta-me, ó suculenta seiva.
Dói a beleza de existir.

1º DE JULHO

Faz 29 anos que cheguei neste planeta.
Quantas águas já rolaram neste fio fugaz
que é minha existência!

Águas furta-cor, águas brancas, poluídas,
cristalinas, pesadas, refrescantes,
nunca insípidas,
águas líquidas, borbulhantes, vaporizadas,
sólidas, barrentas, metafóricas, etéricas.

Mas há um sentido nisto tudo?  – pergunta o caranguejo.
Há um sentido de visão e voz
que nasce do vazio e do silêncio.
Uma flecha que aponta para o amor.
Nos olhos do coração o alvo,
a fome de paraíso,
o vislumbre da mandala,
o caminho.

WIKIPÉDIA, a melhoria do “sistema” depende de “nós”!

Nos dias de hoje muitos são os canais de disponibilização e compartilhamento de conteúdo na internet, o meu preferido é a Wikipédia. É claro que a Wikipédia ainda tem muitos furos, mas mesmo assim é um canal incrível.

Olhe só, por exemplo,  o artigo sobre Cultura Brasileira. Vale a pena também navegar pela categorias e subcategorias.

Lembrando que a melhoria do “sistema” depende de “nós”…

Eu sou wikipedista de carteirinha e foi usando o sistema que aprendi a respeitá-lo ainda mais. Já escrevi alguns artigos sobre a cultura de Florianópolis e vi o quanto “a coisa é séria”.

Estes foram alguns dos artigos que começei: Polo Cabrera, Grupo Vocal Andara, Grupo Conta-Contos, Bom Partido, Valdir Agostinho, Grupo Gente da Terra, Batukajé, O Lago do Fim do Mundo, Biblioteca Barca dos Livros, Floripa Teatro – Festival de Teatro Isnard Azevedo, Projeto Maitreya.

O Batukajé foi o que me deu maior trabalho, pois o artigo foi pra votação, porque alguém achou que não era um grupo importante, mas depois de um pouco de bom português e boas referências consegui aprovar o artigo.

Acho de fundamental importância a disseminação do conhecimento e é por isso que  lanço aqui o convite-desafio, escreva um artigo sobre algum tema cultural específico da sua realidade e compartilhe na Wikipédia… Que tal?

Inspirações

Inspirações

Fotografia: Francine Canto

“A GRANDE SEDE

Se tens sede de Paz e d’Esperança,
se estás cego de Dor e de Pecado,
valha-te o Amor, ó grande abandonado,
sacia a sede com amor, descansa.

Ah! volta-te a esta zona fresca e mansa
do Amor e ficarás desafogado,
hás de ver tudo claro, iluminado
da luz que uma alma que tem fé alcança.

O coração que é puro e que é contrito,
se sabe ter doçura e ter dolência,
revive nas estrelas do Infinito.

Revive, sim, fica imortal, na essência
dos Anjos paira, não desprende um grito
e fica, como os Anjos, na Existência.”

- Poema de Cruz e Souza

AGUDO

guardada está a poesia dentro da caixa
é agudo o frio que tange a noite
nossos olhos veem no mar a escuridão
fazemos das estrelas nossas âncoras
e o silêncio preenche todo o espaço

CHEIO / VAZIO

Mandala de Areia na II Semana de Arte e Cultura Tibetana

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MIUDEZAS HUMANAS

Hoje fui ao centro da cidade,
dois ônibus e eu estava lá.
Acho incrível o mar de gente
que a cada instante sai do terminal.
Passei pelo camelódromo, com interesse até.
Perguntei preços, por curiosidade.
Os trabalhadores possuem ali, naqueles instantes,
uma alegria tão simples que  me comove.
Tantas quinquilharias, bijuterias, tecnologias.
Hoje vi algum sentido neste carrossel de ilusões.
Deixei os elfos no jardim
e fui à prefeitura, ao detran, ao banco.
Será a idade que faz com que aos poucos
eu comece a aceitar as miudezas humanas?
Tanto preconceito levei sempre em minha sacola,
preconceito, incompreensão, intolerância.
Andando sempre sobre nuvens,
sonhando sempre com o milagre de um mundo novo,
onde todos se alimentassem de belas palavras
e profundos sentimentos, apenas.
Hoje vi que há sabedoria entre os humanos,
mesmo que disso eles não saibam.
Há muita bondade, esforço e solidariedade
mesmo entre os que erram.
Melhor que fazer tempestade em copo d’água,
sinto que o que vale é tocar a bola pra frente
e, neste complexo sistema, focar o que há de bom.

Domingo, 12:30

Na praia do bairro
3o barcos descançam.

Estão quietas as gaivotas na areia.

Eu – poeta de olhos de nuvens -
exercito o domingo na vastidão.

Sou  corpo,  alegria e  verbo.

NO PALCO DA EXISTÊNCIA

Uma cena fugaz
habita a eternidade:

Urubus negros e fortes
- asas arqueadas em altivez -

na rosa curva da estrada
abrem nossos olhos

para que possamos ver
como da primeira vez,

libertos,
na beleza da lucidez.

Inspirações

” O POEMA INTERROMPIDO

A lâmpada abre um círculo mágico sobre o papel onde escrevo. Sinto um ruído como se alguém houvesse arremessado uma pequenina pedra contra a vidraça, ou talvez seja uma asa perdida na noite. Espreguiço-me, levanto-me e, cautelosamente, escancaro a janela. Oh! Como poderia ser alguém chamando-me? Como poderia ser um pássaro? Na frente do quarto, acima do quarto, por baixo do quarto, só a solidão estrelada… Quem faz um poema não se espanta de nada. Volto ao abrigo da lâmpada e recomeço a discussão com aquele adjetivo, aquele adjetivo que teima em não expresser tudo o que pretendo dele…”

- Mario Quintana, em Esconderijos do Tempo. L&PM, POA, 1980.

CÉU BELEZA

© Fotografia de Francine Canto.

 

Se a eles meu entardecer
um céu beleza parece ser
é porque transformo
em sussurros de êxtase
todas as farpas de meu padecer.
Com a taça do coração
bebo a água do sonho mais puro.
Convido pessoas, peixes e pássaros
para mergulharem no tempo do riacho.
Antes que a noite se faça
aprendo a dançar com a luz.

ZOONA encontro literário

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Fez-se a poesia-espaço
no palco do Solar.

Zum-zum o dia todo.
ZOO NA alta noite.

Livros livres veem-se. Nas telas:
signos. Pipocam balões no ar.

Dissolvem-se ruídos ao longe.
Poetas ganham voz, e vez.

Limites pulando abismos:
escolhidas palavras: respira-ação.

Na ciranda da cidade
o espetáculo chega ao fim.

Mais um múltiplo uni-verso
nas veias da memória…

 

Saiba mais:
http://zoonaencontroliterario.wordpress.com/

Dançando Tara, com Prema Dasara

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ROSA DE OUTONO

© Fotografia de Francine Canto.

 

Que surpresa trouxe este outono!

A árvore dos pássaros brancos
- que pensei ser um guarapuvu -
floriu num rosa fugás!

Que belo engano!

EU SOU TU

Espetáculo Eu Sou Tu – Escola de Danças do Oriente Yasmin Meera

Fotografia de Francine Canto

ARQUITETURA DA LUZ e DANÇANDO TARA em CURITIBA!!!

Finalmente conseguirei lançar o Arquitetura da Luz em Curitiba! Viva!


P
ara saber mais acesse o blog: http://zoonaencontroliterario.wordpress.com/

E pra melhorar ainda mais o final de semana que passarei em Curitiba vou poder participar do evento com a Prema!
Chuva de bençãos!

Casa da Poesia: Aquífero poético 1.1!

A Casa da Poesia foi um espaço-evento que  se materializou em Florianópolis, na praia da Armação, entre 21 a 28 de fevereiro.

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Durante uma semana, poetas convidados, músicos, artistas plásticos e um software designer conviveram em ambiente de emulação e troca com o objetivo que criarem um livro coletivo.

Mergulhe no Livr(e) Eletrônico Aquífero Poético 1.1:
http://www.ciclope.art.br/aquifero/

Um pequeno resumo do conteúdo – edição março 2011

São 43 pensamentos no Sítio de Imaginação que integram:
22 blocos de audio com conversas, 19 min duração total
2 blocos de música, 5 min duração total
43 blocos de vídeo, 26 min duração total
17 imagens e poemas gráficos
3 poemas em audiovisual e com declamação
12 poemas em texto

O conteúdo foi produzido conjuntamente por 7 poetas de Minas Gerais e Santa Catarina, com a participação de músicos e artistas plásticos.

Poetas
Álvaro Andrade Garcia
Francine Canto
Ilka Boaventura
Jair Tadeu
Luciana Tonelli
Marcelo Dolabela
Silvana Leal

Lucas Junqueira – software
Ivan de Sá – poemas visuais e artes plásticas
Mari Leonel, Isabelle Quimper e Otávio Rosa – música
Marinela Goulart, Oscar Miletti, Hugo Rubilar e Sol Jara – artes plásticas

DICAS DE NAVEGAÇÃO: Todas as figuras gráficas (videos e fotos) são clicáveis e trocam os elementos na própria página. todos os poemas em texto são clicáveis e navegam para o próximo da pessoa e sendo o último dela, navegam para outro poema em texto de outra pessoa, assim é possível ficar lendo texto direto. e por fim, clicando no auto falante do áudio navega-se para o sumário e adianta-se o bloco de áudio em um bloco, assim dá pra voltar rápido pro menu e escolher outro autor, ou clicando mais vezes ir adiantando o áudio para ouvir os blocos mais adiante, afinal são 20 minutos de conversa. clicando-se sobre o nome das pessoas em sua seção volta-se para a capa do autor.

O livro “em papel” está sendo finalizado. Quando estiver pronto anunciaremos aos quatro ventos!

Conheça o blog da  Casa da Poesia:
http://www.ciclope.art.br/category/casapoesia/

Dia Mundial da Poesia

Para celebrar o dia mundial da poesia,
junto-me à onda poética de apoio ao Japão,
com um haicai de Kobayashi Issa (1763-1827):

“Ah, como é bonita!
Pela porta esburacada
surge a Via Láctea.”

Sorriso Interior

Francine Canto declama “Sorriso interior”, de Cruz e Souza, em 18 de Dezembro, na Barca dos Livros.

Captura de vídeo por Silvana Gili.

ZOOM OUT

Zoom out, zoom out, zoom out,
abro o espaço de minha mente.

Entre luzes descubro:

Ter os pés no chão
é tão elevado quanto voar.

Ficar
é tão heróico quanto ir.

Misturo lucidez e ludicidade.
Esvazio-me de mim e fico cheia.

ESCULTURAS DO TEMPO, AINDA.

ao Zé

A primeira vez que terminamos
foi como se um precioso vaso de porcelana
- desses passados de geração em geração -
tivesse irrecuperavelmente se partido ao meio.
Na 13ª vez que voltamos
simplesmente dividimos o pão
- libertos de qualquer expectativa -
e compartilhamos a mesma oração.

Casa da poesia

Começou hoje o projeto-espaço-evento Aquífero poético: Casa da Poesia.
Em breve novas publicações.

Poesia Nua Nada

Visto-me de silêncio. Umas poucas palavras como ornamento.

Inspirações

‎”Mentes brilhantes provocam ações que causam sofrimentos e dor.
É preciso, também, educar os corações.”

-Dalai Lama

ÚMIDA

Grande nuvem gorda,
negra, pesada, etérea.

Bicicleto-me,
vou ao encontro de ti.

Unimo-nos em gozo,
úmida matéria.

“Minha religião é o amor e a compaixão”

Que tempo maravilhoso este que vivemos!

Tempo no qual temos acesso a todos os cantos do planeta e a praticamente todas as culturas que já existiram.

Cada povo possui seu próprio jeito de explicar este mistério que é existir, suas regras éticas, filosofia, literatura, imagética e histórias. E a beleza é que estamos neste tempo de abertura em que, graças à evolução humana, podemos aprender de cada cultura sua essência, cores e sabedoria.

Que bom poder amar ao mesmo tempo Jesus, Deus, Krishna, Buda, Sarasvati, Tara, Iemanjá, Santa Catarina, Pacha Mama, Kwan Yin, Cherenzig, Dalai Lama, o Tao e tantos outros.

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Contudo confesso que ter descoberto o budismo através de um mestre vivo, o Lama Padma Samten, fez toda diferença em minha vida, sinto agora a clareza de ter um caminho a seguir. Sinto isto como uma das maiores dádivas que eu poderia ter recebido nesta existência. É muito bom sentir essa energia de amor e lucidez que permanece viva desde Buda Shakiamuni.

Faz muitos anos que eu tinha o propósito muito claro de que o que eu mais queria nesta vida era atingir a iluminação e a cessação do sofrimento, mas a visão que eu possuia do que é a iluminação é muito diferente da visão que eu tenho hoje. Eu via a iluminação como algo transcendental, algo como um insight, que me “tiraria” do samsara. Hoje percebo que a iluminação é muito mais a abertura de caminho do que um insight transcendental. Um caminho luminoso que não acaba nunca, pois renova-se infinitamente no amor, na compaixão e na prática das virtudes.

Fica aqui manifestada minha infinita graditão aos mestres preciosos que irradiam a luz do darma!

“A arte de ser feliz”

“As montanhas se movem enquanto as nuvens são fixas.”
(Koan Zen)

Mais uma vez tive a grande alegria de presenciar duas palestras do queridíssimo Lama Padma Samten.
Na terça- feira o tema foi “A roda da vida – psicologia budista” e na quinta “Como encontrar a felicidade”, fotos abaixo.

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A cada vez que escuto o Lama Samten sinto-me abençoada pela visão de lucidez que ele emana.
Pouco a pouco o emaranhado de dúvidas que me preenchia é substituído pelo darma. O darma é como chamamos os ensinamentos de Buda, ensinamentos estes que através de uma linhagem ininterrupta de mestres compassivos continuam vivos e libertadores.

Para quem quiser saber mais, fica aqui o site do Centro de Estudos Budistas Bodisatva: www.cebb.org.br

Começando com um conto

Começou neste dia 02 de Fevereiro a Oficina de escrita criativa: começando com um conto, com a Milu Leite.

© Foto de Ketlen Stüeber

Inspirações

COM/SEM DINHEIRO

Granola, iogurte e mamão,
tudo comprado com dinheiro,
da branca tigela para o corpo bronzeado,
do corpo para alma, da alma para o tempo.

Azeite, queijo, manjericão,
tudo comprado com dinheiro,
ensacolado, transportado, armazenado,
são potes, armários, geladeira, tudo tanto.

Há beleza e sofrimento na paixão,
ninguém que eu conheça vive sem dinheiro,
de mesada, de esmola, de trabalho trabalhado,
achado, roubado, conquistado, fácil ou suado,

sempre um fato,  um acontecimento, uma relação,
energia viva, movimenta e sustém.

 

NO COMPASSO DA AMIZADE

- Voa, gaivota, voa!
Por sobre o azul-verde do mar!

- Brilha, estrela, brilha!
Na claridade do dia!

- Gira a terra no espaço!
- Teu corpo é o equilíbrio!

- No fio do tempo…
- A luz é um acontecimento!

E você, flor?

Para Azlin

Ando pelos acordes de um violão solo.
Tenho mergulhado sem medo em saladas multicores.
Outro dia lavei a alma fazendo faxina.
Agora sentarei quieta para ouvir as estrelas.

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