Inspirações
18 mai 2012 Deixe um comentário
“Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.”
Poema de Cecília Meireles
LOTUS FEET
25 abr 2012 1 Comentário
em Cultura de Paz, Lotus Secret, Produção recente
renova-se sempre o mistério
e a vida generosa oferece-se
a nós para que sejamos
muito além das palavras
a luminosidade da materia
a cada instante
APRESENTANDO: MILAREPA!
07 abr 2012 2 Comentários
em Cultura de Paz, Ser Francine
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Mit Mujalli, Francine Canto e Jorge (Balu) Hoffman durante o Sarau Cultural pelo Tibete, que aconteceu no dia 04 de abril de 2012, no Teatro Álvarez de Carvalho, Ilha de Santa Catarina, Brasil.
Feliz
25 mar 2012 Deixe um comentário
em Cultura de Paz, Ser Francine
Mais um poema de Milarepa:
“Esta terra montanhosa cheia de prados e flores coloridas é um lugar de alegria.
Na floresta, as árvores dançam e os macacos brincam,
pássaros dão voz a todos os tipos de belas canções e as abelhas volteiam e planam.
O verão é delicioso e cascateia a chuva no inverno,
No outono e na primavera as névoas se avolumam entre as montanhas
O arco-íris cintila noite e dia.
Nessa solidão, Mila, o que se cobre com algodão, encontra alegria.
Eu contemplo o vazio de todas as coisas e vejo a luz clara,
Feliz quando todos os tipos de coisas aparecem diante de mim:
quanto mais coisas aparecem, mais feliz eu fico,
Pois meu corpo e minha mente estão livres do mal.
Estou feliz e as coisas rodopiam à minha volta —
Em seu ir e vir, continuo feliz, pois estou livre do sobe e desce da paixão.
No centro exato das visões, eu sou feliz, pois livre da paixão eu sou.
Feliz na transformação da mágoa em alegria, feliz na força do meu corpo,
Feliz nas canções triunfantes que canto, na minha corrida e na minha dança feita de saltos,
Feliz na transformação em palavras dos sons que entôo,
Feliz no meu próprio poder espontâneo. …”





